São Jorge é guerreiro e tem uma história linda. Jorge foi um guerreiro da Capadócia, no Império Romano, que dividiu sua fortuna com os pobres e morreu torturado por sua fidelidade a Jesus Cristo. Sua oração é muito bonita: "Eu andarei vestido e armado com as armas de Jorge para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal".
segunda-feira, abril 23, 2012
quarta-feira, abril 18, 2012
Saudades eternas!
Madrugada do dia 15 de abril de
2012. Sonhei que estava na frente de casa ajeitando o jardim que não existia,
dispondo vasos de plantas para dar uma melhorada na frente que era de terra.
Pedi opinião do Adriano que estava com um amigo que não reconheci. Ambos
estavam na varanda junto com o Eduardo e meus pais. Peguei duas madeiras e usei
como suporte para levantar um dos vasos e foi nesse momento que pedi que
descessem da varanda para ajudar. Edu desceu e fui ao seu encontro. Lágrimas
corriam pelos seus olhos, mas me parecia bem, todo arrumado e pronto para ir
embora. Eu tranquilo, lhe abracei e disse que ele ficasse bem, pois estava ao
lado de Deus. Acho que o sonho terminou nesse momento, pois não me lembro de
mais nada.
Chegou o dia 18 de abril, data em
que o Edu faria 49 anos e acho que com essa proximidade muitos que gostam dele
devem pensar exaustivamente nele e talvez isso faça com que ele se aproxime de
nós para demonstrar sua gratidão e porque não, saudades também. Mas um fato no
sonho me deixa intrigado. Eu tranquilo vendo o Eduardo chorar é quase
impossível. Mas se aconteceu, fico feliz pelo meu espírito ser mais forte longe
da matéria. Eu ficar tranquilo com a partida do Eduardo é ainda mais
preocupante porque me afastar dele sempre foi muito angustiante. Não gostava de ficar
longe, me preocupava demais. Mais um sinal que meu espírito desprendido pode
ajudá-lo a partir com tranquilidade. E dizer que ele estaria bem, pois estava
ao lado de Deus, me conforta. Não só para ele, mas para mim principalmente. Dá-me
a certeza que minha fé tem me ajudado e podido ajudá-lo. Na verdade continuamos
os mesmos, um ajudando e fortalecendo o outro.
Com a chegada do seu aniversário,
preparar a festa era tranquilo e prazeroso, o problema era pensar num presente.
O que dar? Não que ele fosse difícil, pelo contrário, nunca conheci uma pessoa
mais fácil para presentear. Com seu jeito educado e tranquilo era difícil não
agradá-lo. Mas eu queria sempre dar o melhor. Não no sentido monetário, mas algo
que realmente fosse tão grandioso quanto ele. Tinha que ser “o presente”. Ao
longo dos anos foram vários, mas aquele que mais gostou, pelo menos eu acho, foi
um cordão de ouro com um pingente em formato de sol. Só tirou do seu pescoço
quando o fecho arrebentou e ficou de mandar consertar e assim ficou. Lembro
exatamente quando e onde comprei. Bastou à vendedora me mostrar para eu saber
que aquele sol faria todo o sentido para uma pessoa que só veio iluminar a
minha vida. E não foi pouca luz, uma luz tão brilhante e intensa como a do
astro rei.
Hoje, será mais um dia que
pedirei ao Senhor meu Deus, que acolha favoravelmente mais uma prece que vos
dirijo pelo Espírito do Eduardo; fazei-lhe sentir vossas divinas luzes e
tornai-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permiti que os bons Espíritos
levem até ele minhas palavras e meu pensamento.
Que a Paz do Senhor esteja
contigo!
segunda-feira, abril 16, 2012
A ratoeira
Um rato,
olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo
um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir
que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo
a todos – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha,
então, disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema
para o senhor, mas não me incomoda.
O rato foi até o porco e lhe disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a
não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira
do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima.
A mulher do
fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não
viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a
cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela
voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada
melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou o seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o
ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e
vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema
e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma
ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
“O problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe"
Agradeço a Deus pela família e as amizades que tenho!
domingo, abril 08, 2012
Páscoa
Tem tanto tempo que não compro um ovo de páscoa que me deu uma vontade de comprar um só para sentir aquela sensação maravilhosa de ir quebrando os pedaçinhos e ir comendo aos poucos. Mas desisti, além de caros, tem chocolate demais aqui em casa. Embora gostasse de doces, o Eduardo não era tão viciado em chocolate como eu e sendo assim, todas as maravilhosas caixas de bombons e ovos que ele ganhava de seus clientes era eu quem acabava usufruindo.
Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em em contante libertação, é crer na vida que vence a morte. Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós. Para sermos mais felizes por nos conhecermos. Páscoa é dizer sim ao amor e a vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade.
Os Chocolates jamais se poderão equiparar à doçura do vosso amor e carinho para comigo. "Obrigado queridos parentes e amigos e tenham uma Páscoa muito feliz".
quarta-feira, abril 04, 2012
Visita III
A terceira e última visita
surpresa do período pré-carnavalesco foi do pequenino primo Gustavo. Um garotão
pra lá de simpático, que não estranha nada nem ninguém, pelo menos foram essa a
impressão que causou quando chegou ao meio da finalização do nosso trabalho que
estava pra lá de acelerado. Seus olhos vivos e espertos ficaram a olhar
atentamente todo colorido dos chapéus que estávamos fazendo naquele dia. Todos
queriam apertá-lo tamanho sua fofura, mas ele só tinha olhos para a
movimentação de plumas e de todos os brilhos que estavam na sua frente. Suas
mãozinhas estavam agitadas querendo tocar, ver de perto toda aquela novidade. Foi
uma delícia essa visita, pois deu uma desacelerada nos trabalhos e nos alegrou
muito já que não o vemos com frequência.
segunda-feira, março 26, 2012
Visita II
No meio dos preparativos do carnaval uma visita inesperada
surgiu: Eva e Jorge. Uma amizade de muitos anos e é sempre uma alegria vê-los.
Continuam a mesma pessoa, tanto na aparência quanto no jeito. Tenho muitas
lembranças de quando ela ajudava minha mãe com as coisas da casa. A mais
marcante é vê-la passando roupa na cozinha quando eu chegava da escola para almoçar.
Sempre risonha e com uma história engraçada para contar. Aliás, muitas
histórias. E mesmo que não fosse engraçado, o jeito que ela contava já dava
graça. Casada com o Jorge, tiveram cinco filhos e todos começam com a letra J e
com muita dificuldade essa pequenina mulher criou e educou esses filhos como
uma guerreira.
Veio nos contar que estavam partindo para Carangola,
retornando para sua cidade Natal e em definitivo. Ela se acidentou e está
andando de bengala temporariamente e resolveram que a recuperação seria melhor
lá. Era uma despedida e não queria ir embora sem falar com seus compadres e
agradecer o tanto que fizeram por eles. Mesmo trabalhando nas fantasias, tanto
a Márcia e a Solange estavam atentas a tantas histórias que aquela mulher contava.
Fiz um breve resumo dessa mulher que nunca se abateu com nada de ruim que lhe
aconteceu. Aproveitei para contar uma de suas histórias que ficou marcado na
minha memória.
Eva nunca teve
problemas de falar qualquer coisa, mesmo que pudesse ridicularizá-la, ela mesma
ria da situação. Uma sábia. Numa de suas vindas para minha casa, resolveu usar
um sutiã com enchimento para valorizar a blusa que minha mãe havia lhe dado já
que tinha poucos seios. O tal sutiã ficou meio que sem recheio para segurá-lo
no local devido. Na pressa em pegar o ônibus, ficou nos últimos degraus e atrás
dela ainda entraram outras pessoas. Todas tentando se agarrar no ferro para se
equilibrarem e nessas passadas de mão pra cá mão pra lá, um dos passageiros
acabou segurando-a pelo peito, já que ela era bem baixinha. Isso fez com que o
sutiã fosse subindo até a gola, saindo do seu lugar já que não tinha
sustentação alguma. Ela sem ter como ajeitar, ficou com aqueles bojos ocos
quase no pescoço, como ela mesma contou, quase viraram um par de óculos.
Quanto mais lembro esse fato mais vontade de rir eu tenho,
não só porque é fácil visualizar a cena, mas porque me lembro dela contando
isso às gargalhadas. A Eva é realmente uma mulher especial, não só pelo seu bom
humor, pela simplicidade, mas ela é de uma disposição impressionante. Essa
mulher fez muitas coisas para poder dar um estudo para os filhos, dar comida,
vestimenta. Passou por situações muito difíceis, mas eu nunca a vi contando
isso como lamentação ou tristeza. Aliás, nunca a vi sem um sorriso no rosto. Ela
sempre foi de arregaçar as mangas e lutar. E olha que ela lutou muito. Uma
pessoa de muita fé e somente nessa visita fiquei sabendo que ela é espírita. Pois
é, não tenho dúvidas que ela é especial e que será sempre iluminada. Que eles
possam encontrar tudo que esperam nesse retorno a Carangola depois de tantos
anos morando aqui no Rio. Felicidades Eva!
quarta-feira, março 21, 2012
Visita I
Nesse período pré-carnaval, enquanto esperava material
chegar para agilizar os preparativos para as fantasias da ala, recebi algumas
visitas muito queridas e especiais. A primeira delas ainda foi no período das
festas de final de ano e essa teve um peso muito grande porque foi de uma
pessoa que eu não conhecia.
Conheci a Gláucia através deste blog. Com a proximidade do
aniversário do Eduardo procurava saber informações sobre ele para lhe enviar
uma mensagem quando se deparou com o blog e a triste notícia que ele trazia. De
lá para cá foram vários emails trocados e aos poucos fomos fortalecendo uma
amizade de muito carinho. Só faltava mesmo nos conhecermos e finalmente
aconteceu. Como veio visitar seus pais, familiares e amigos, peguei carona
nessa visita e marcamos um encontro. Estava ansioso para conhecê-la.
Foram tantos emails trocados, tantas coisas faladas que nem
parecia que não nos conhecíamos pessoalmente. Parecia que eu já sabia seu
timbre de voz e seu jeito. Enquanto tomávamos uma caipirinha, os assuntos foram
surgindo aos montes, sem uma ordem específica, e foi tão bom, tão agradável que
as horas foram passando e nem nos demos conta. Conversa boa é assim. A Gláucia
é daquelas pessoas que tem bom papo, que não só tem histórias para contar, mas
principalmente sabe ouvir. É uma querida, assim como são seus pais e assim como
o delicioso foi o bolo de laranja servido para finalizar essa tarde tão
maravilhosa.
Para algumas pessoas o blog é uma grande bobagem, sem valor
nenhum e é verdade, mas para mim essa bobagem teve e têm muitos valores, um
deles é de ter conhecido a Gláucia, uma amiga da juventude do Eduardo que me
trouxe muitas histórias desse período. Uma amiga surgida no momento que eu
precisava falar e muito sobre o Eduardo e por isso eu agradeço pela sua atenção
e carinho.
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