sexta-feira, dezembro 31, 2010

TOCANDO EM FRENTE - FELIZ 2011

Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe
Eu só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua historia
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

(Almir Satter/Renato Teixeira)

Desejo a todos um Feliz 2011!

quinta-feira, dezembro 30, 2010

Último Reveillon com toda a família


Este vídeo mostra a última grande reunião familiar para comemorar a chegada do ano novo. Não podíamos imaginar que meses depois cinco pessoas que estão nessa mesa não estariam mais entre nós. Acho que por isso foi uma noite tão especial, divertida e alegre, aliás, como todas as festas que organizávamos. Mas essa foi como uma celebração mesmo, um agradecimento por podermos partilhar com todos esses queridos que se foram. Uma benção ter convivido com todos eles, pessoas tão generosas, amáveis, alegres e muito queridas por todos.



O Ano-Novo ou Réveillon é um evento que acontece quando uma cultura celebra o fim de um ano e o começo do próximo. Li que a celebração do evento é também chamada réveillon, termo oriundo do verbo francês réveiller, que em português significa "despertar". Acho tão bonito essa palavra. Na minha pesquisa, fui descobrir que a comemoração ocidental tem origem num decreto do governador romano Júlio César, que fixou o 1 de janeiro como o Dia do Ano-Novo em 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de Janeiro, deriva do nome de Jano, que tinha duas faces - uma voltada para frente e a outra para trás.


quarta-feira, dezembro 29, 2010

Últimos Reveillon juntos.

Em 2004 tornamos a reunir a família e os amigos que viraram uma constante nessa data.

Somente no ano de 2005 Edu chamou sua família para essa data tão importante para reflexão. Era a primeira vez que juntávamos nossas famílias e não poderia ter sido melhor. A casa ficou não somente cheia de gente, mas de muita paz e harmonia.

Repetimos a dose no ano de 2006. No ano de 2007 acho que devido a uma cirurgia recente da Dn Lucia eles não vieram e apenas os amigos e meus pais participaram da festa.

Já 2008 voltamos a reunir todos, mais um encontro alegre e festivo.

No ano de 2009, decidimos no Natal que o réveillon seria no Recreio. Edu sentia-se melhor e quis reunir todos no apartamento novamente. Tentamos fazer o melhor, mas era nítido que ninguém estava naquele espírito dos outros anos. Edu fazia um esforço tremendo para que não transparecesse que estava se cansando com facilidade. Esperou dar meia noite e foi se deitar. Acho que todos foram em seguida. Dessa vez ninguém foi à praia, não houve champanhe, nem brindes. Eu não sabia se queria dormir ou caminhar sem parar. Tinha meus amigos ali não queria que o réveillon deles fosse preso no apartamento. Lembro-me de ter ido ao quarto e Edu já estava dormindo. Olhei para ele e não o reconheci. Não sei explicar, mas suas feições estavam diferentes. Minha tristeza parecia aumentar e me segurava para não transparecer aos outros. Chamei o Wagner e o Adriano para irmos à praia. Aquele povo andando de um lado para o outro na praia não me dizia nada. Aquela alegria toda não me contagiava. Não aguentei e sentei no meio fio e comecei a chorar desesperadamente. Fui amparado pelos dois amigos queridos. Nesse momento um sentimento de medo e insegurança tomou conta de mim. Se em anos anteriores agradecia pelo ano que tinha acabado e fazia planos para o próximo, nesse não conseguia agradecer, nem vislumbrar projeto algum. Só me passava pela cabeça que tinha esperança que no dia seguinte seria diferente, que haveria uma melhora e que aquela fase acabaria. Precisava acreditar nisso e esse choro era um desabafo, um grito contra o ano que acabava e um aviso para o novo que chegava.