sábado, dezembro 04, 2010

Inauguração da árvore de natal da lagoa

Amanhã inaugura pela 15ª vez a maior árvore de Natal flutuante do mundo, na lagoa Rodrigo de Freitas e no ano de 2006 ao sair de uma festa, resolvemos ir ver esse enorme símbolo natalino. Não satisfeito em somente tirar fotos na margem da lagoa, decidimos alugar um pedalinho para chegar mais perto. Éramos três (Eu, Edu e Sheila) a pedalar o mais rápido possível, pois a árvore se apaga por volta das 3 horas da madrugada e tínhamos somente 15 minutos. E lá fomos nós, pedalando incansavelmente os primeiros 5 minutos, pois o riso tomou conta da gente quando vimos que a tarefa não seria das mais fáceis. O ritmo diminuiu e parecia que não íamos chegar a tempo. Mas chegamos e valeu à pena. O silêncio da lagoa àquela hora, junto com o brilho das lâmpadas na água nos envolveu completamente. Uma noite mágica!

sexta-feira, dezembro 03, 2010

Maria Teresa


Conhecemos Maria Teresa numa viagem de férias para a Ilha de Marajó no ano de 1997 e foi uma integração de imediato. Além de autêntica, aquela mulher/menina era muito alegre, divertida e brincalhona, como nós. Um verdadeiro furacão de emoções. Sua presença nessa viagem fez toda a diferença. Sem contar que sei jeito de falar é inconfundível, somente quem a conhece sabe o que eu estou falando.

Tanto assim que três anos após esse encontro, reconheci sua voz ao telefone quando nos procurou aqui no Rio. Ficamos surpreso e muito feliz com sua aparição. Recomeçava ali nossa amizade, que passou a ser intensa e mais frequente, pois como estava trabalhando direto aqui no Rio, podíamos usufruir da sua presença por um tempo maior.

Esse nosso reencontro foi em pleno período pré-carnavalesco, logo, fui o responsável por lhe mostrar o carnaval carioca. Foi uma overdose de samba, ensaio na quadra, cordão da bola preta e desfile das escolas de samba. Nos finais de semana saia do seu hotel e passou a ser nossa hóspede no Recreio. Foram grandes dias, dias de muita praia, passeios e muitas risadas. Os três juntos faziam um interminável festival de bobeiras. Ela proporcionava isso na gente. Sua alegria e sua risada são contagiantes. Ficamos tão unidos que voltamos a fazer uma viagem de férias para Sergipe. Uma viagem inesquecível.

No ano seguinte fomos conhecer sua cidade, sua casa e a serra gaúcha. Outra viagem maravilhosa, não só pelos belos lugares que passamos, mas também pela quantidade de brincadeiras que falávamos e fazíamos. Por fim conhecemos sua cidade natal (Encantado) e toda sua família. Foi ali que experimentamos chimarrão pela primeira vez e com certeza selamos nossos laços afetivos com essa visita.

Ela voltou para Porto Alegre quando o trabalho aqui no Rio acabou, e voltamos a nos distanciar fisicamente. Uma pena, porque Teresa é daquelas amigas que gostaríamos de ter por perto para fazer com que o astral se eleve e para poder abraça-la quando fosse preciso. Infelizmente a vida não é como gostaríamos que fosse. Mas o principal é que essa troca de bons sentimentos sempre existiu. A alegria e a diversão sempre nos envolveram, colorindo ainda mais nossas vidas. Uma fase muito feliz que vivenciamos juntos. Momentos únicos e inesquecíveis. Isso ninguém nos tira.

NÓS gostamos muito de você, digo isso porque quando chegava à data do seu aniversário o Eduardo fazia questão de te ligar. Normalmente ele pedia para que eu ligasse e falasse em nosso nome, mas com você era diferente. Te admiramos por tudo que você é e faz.

Sei que o momento não é dos mais fáceis, tanto para você quanto para mim, mas acredite que o amanhã vai ser melhor. Não devemos perder a esperança, a força e muito menos a FÉ! Mandamos-te daqui um grande beijo e um abraço cheio daquelas risadas boas que dávamos por qualquer motivo bobo. E que através dessas risadas você possa refletir e se fortalecer para transformar a dor em apenas saudades. Divirta-se com esse vídeo como eu me diverti. Parabéns e que você tenha um lindo dia. Beijos!


quinta-feira, dezembro 02, 2010

Salve o dia Nacional do Samba!


“Quem não gosta de samba
Bom sujeito não é
Ou é ruim da cabeça
Ou doente do pé”


Tem samba segunda,tem samba na terça
Quarta-feira é sempre lei,na quinta não falha
Na sexta também
No fim de semana acaba sambando
Quem gosta não cansa, pra tudo tem samba
Chama a mãe e o vizinho pra entrar na dança

Hoje é dia eu vou me entregar, pro samba
Muita lenha pra queimar, no samba
Deixa a criança, vamos cantar
Vem comigo que eu vou te levar,pro samba
Alegria mora lá, no samba
Não há tristeza, nesse lugar

É samba de roda
Isso não é moda
Que tem o cavaco e a viola que chora
É bem brasileiro
No asfalto ou terreiro
Quem prova não larga mais desse tempero

Dia De Samba
(Caramelo / marcelinho Tdp / leandro Filé)




quarta-feira, dezembro 01, 2010

Dolly

Hoje, primeiro de dezembro é um dia de muita tristeza para minha querida amiga Cássia. Perdeu para sempre sua filhinha Dolly, que chegou a sua casa quando era bem pequena e por onze anos deu grandes alegrias. Dolly não resistiu a uma cirurgia para tratar de uma infecção do útero (Piometra*).

Dolly era o nome dessa poodle que embora já uma senhora, mantinha a vivacidade, inteligência e companheirismo. É impressionante o laço de amor que une o homem e os animais de estimação. Só mesmo quem tem um bichinho de estimação consegue entender a extensão desse sentimento.

Com certeza minha amiga vai chorar muito ao fazer a retrospectiva dos momentos de alegria que Dolly proporcionou. Esses momentos ficarão para sempre em sua memória e sua lembrança será eterna. Fique bem!

• O que é a piómetra?
De uma forma simplificada, a piómetra é uma infecção do útero. No entanto, a maioria dos casos de piómetra são mais difícil de tratar que uma simples infecção.
A infecção da parede do útero ocorre devido a certas modificações hormonais. Após o estro (“cio”), os níveis de progesterona (uma das hormonas envolvidas no ciclo menstrual) permanecem elevados durante 8 a 10 semanas, provocando um espessamento da parede do útero como preparação para a gravidez. Se a gravidez não ocorrer após vários ciclos, a espessura da parede continua a aumentar até que se formam quistos no seu interior. A parede quística espessada produz fluído que criam o ambiente ideal para o crescimento de bactérias. Além disso, os níveis elevados de progesterona inibem a capacidade de contracção dos músculos da parede do útero, conduzindo à acumulação nociva destes fluídos.

• A piómetra pode ocorrer em cadelas de qualquer idade após o primeiro cio. No entanto é mais comum em cadelas mais velhas. Após vários anos de ciclos éstricos sem gestação começam a ocorrer na parede uterina às alterações que favorecem esta doença.

• O tratamento de eleição consiste na remoção cirúrgica do útero e dos ovários.



Flor de dezembro

Chegou dezembro e com ele se abre essa flor que só floresce nesse mês. Essa flor meu irmão ganhou da Dn. Lidia (uma vizinha da rua ao lado) quando tinha 13 anos, logo está conosco a 34, florescendo linda e misteriosamente nessa época do ano. Não sabemos seu nome científico, nós a conhecemos como “coroa de cristo”. Ela tem um caule não muito grosso com umas folhas bem grandes e que durante o resto do ano é a única coisa que fica. Nesse período, parece uma planta morta. Mas quando chega dezembro ela renasce, surgindo seus cachos estrelados de cor vermelha e no meio de tudo uns pequenos botões amarelos. Infelizmente seus donos já não estão mais entre nós, mas é tão bom olhar para ela nessa época e saber que passou pelas mãos dessas duas pessoas tão queridas.

segunda-feira, novembro 29, 2010

Vó Zilah

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Sou o primeiro neto pelo lado da família da minha mãe, logo, minha vó sempre a segunda mãe. Em todos os sentidos a Vó Zilah fazia tudo que minha mãe fazia, ou seria o contrário, minha mãe é que repetia atitudes que aprendeu com ela. Não importa. Bastava minha mãe solicitar que lá estávamos nós pronto para obedecê-la. Sou de um tempo que se obedecia e respeitava os mais velhos.

Colocava nossa comida, nos informava a hora para ir para a escola, ficava em casa tomando conta da gente, enfim, dispendia seu tempo para ficar ao nosso lado. A proximidade das casas facilitava. Não fomos crianças de dar trabalho, pelo menos naquela época não havia essa agitação que de uns tempos para cá as crianças tem. Era uma rotina sem grandes turbulências, o que facilitava e muito o seu trabalho. Eu sempre fui mais calmo que meu irmão, que vez por outra aprontava alguma. Ele sempre conseguia tirar alguém do sério. E para tirar a vovó do sério era preciso realmente algo muito grave. Mas Vó tem carta branca da mãe para fazer o que quiser, pois ela sempre terá razão e sabia dar um jeito nessas situações.

Fomos crescendo com ela sempre presente, aquela que protege e cuida quando a mãe não está por perto. Lembro que fomos um show da Elba Ramalho no Maracanãzinho e ela junto, pois naquele tempo um adulto tinha que estar junto dos adolescentes para ir a certos eventos. Não se imaginava naquela época um adolescente ir a um grande show sem um responsável.

Topava qualquer parada. Muitas vezes era ela quem acompanhava minha mãe nos jogos do Vasco, mesmo que fossem no campo do Olaria ou do Bangu. Quando desfilamos pela primeira vez, foi ela quem fez companhia a minha mãe para nos levar a concentração do desfile.

Nasceram outros netos e ela sempre ali presente e pronta para ajudar. O tempo foi passando e a osteoporose surgiu no seu caminho para diminuir seu ritmo. Uma queda limitou seus movimentos e mesmo com duas cirurgias, a situação foi ficou difícil. Agora éramos nós que tínhamos que ir até ela.

Por vários dias ela ficava na sua cadeira na varanda da sua casa, de pescoço em pé para acompanhar tudo que acontecia no quintal e sempre me acenava quando eu saia para o trabalho. Como estava sempre atrasado, então também repetia apenas com um aceno. Certa vez minha mãe chamou minha atenção para que eu perdesse mais tempo com ela, pois não estava dando a devida atenção. Bastou me chamar a atenção para que eu relembrasse toda sua dedicação e carinho da vida toda. Passei a ir à sua varanda, bater um papo, beijá-la e na despedida ser abençoado com um ”Vai com Deus e tenha um bom dia de trabalho”. Nunca fui bom em sentimentos como paciência e tolerância, mas com certeza passei a exercitá-los e compreende-los melhor neste momento.

Fico feliz de ela ter conhecido o Eduardo. Por um bom tempo, principalmente nessa fase de limitações, Edu pode nos ajudar em vários momentos. Além de ter sido um anjo bom para mim, foi um anjo bom também para minha mãe, pois nunca se furtou em ajudar, quer seja para carrega-la na cadeira, dar explicações sobre exames e remédios ou leva-la de carro para médicos e passeios. Paciente e carinhoso foi com sua ajuda que pudemos leva-la para a festa de aniversário do Francisco em São José dos Campos.

Impressionante que algumas pessoas partem, mas sua presença é tão forte que parece que só foram dar uma saída, mas voltam a qualquer momento. Com minha vó é assim. Tanto que se minha mãe não está em casa e alguém pergunta onde ela está, respondo: “está na casa da Vovó”. E acho que vai ser sempre assim.

sábado, novembro 27, 2010

Convivência


A vida vem de Deus, a convivência vem de nós.

Aqueles companheiros que nos partilham a experiência do cotidiano são os melhores que a Divina Sabedoria nos concede, a favor de nós mesmos.

Se você encontra uma pessoa difícil em sua intimidade, essa é a criatura exata que as leis da reencarnação lhe trazem ao trabalho de burilamento próprio.

As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos alimentam o ânimo de trabalhar; entretanto, aquelas outras que ainda não nos entendem são testes que a vida igualmente nos oferece, a fim de que aprendamos a compreender.

Recordemos: nos campos da convivência é preciso saber suportar os outros para que sejamos suportados.

Se alguém surge como sendo um enigma em seu caminho, isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém.

Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem as suas limitações e se algo conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre logramos fazer o máximo, de vez que somente Deus consegue tudo em todos.

Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a estrada, ajude-os a ser livre para encontrarem a si mesmos, tal qual deseja você à independência própria para ser você, em qualquer lugar.

Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar.

Se você acredita que franqueza rude pode ajudar alguém, observe o que ocorre com a planta que você atire água fervente.

Abençoemos se quisermos ser abençoados.

Respostas da Vida. Ditado pelo Espírito André Luiz