Voltando da praia num verão, eu, Eduardo e Maria Teresa, encontramos
jogados numa lixeira, um galho verde de coqueiro que não sei por que motivo me
chamou atenção e resolvi levar para casa. Os dois me questionaram sobre o que
eu iria fazer com aquilo e naquele momento só o peguei porque achara bonito o
formato. Deixei secando na varanda por vários dias e só depois fui começar a
pensar no que fazer com aquele galho. Com orientação e supervisão do Eduardo envernizei
a toda a peça, compramos sementes e fomos colando nos galhos e finalizamos
colocando sisal na ponta principal. Como não tínhamos nada para colocar na mesa
do jantar esse nosso arranjo passou a fazer parte da nossa sala. E de lá nunca
saiu. Os amigos achavam bonito e pensavam que havíamos comprado, e achavam graça
quando contávamos essa história. Hoje já não acho tão bonito, mas gosto de
olhar para ele e me lembrar de todos esses momentos porque esse era o espírito
quando montamos o apartamento, procurar objetos que dessem a nova casa a nossa
cara.
quinta-feira, julho 12, 2012
sexta-feira, julho 06, 2012
DAÍ A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR
ou que se dê a cada um o que se lhe deve.
Então os fariseus, ao se retirarem, decidiram entre si
comprometê-lo em suas palavras. Juntaram-se aos partidários de Herodes, para
lhe dizer: Senhor, sabemos que sois verdadeiro e que ensinais o caminho de Deus
pela verdade, sem considerar a quem quer que seja, pois não discriminais a
ninguém entre os homens; dizei-nos, então, qual é vossa opinião sobre o
seguinte: Devemos ou não pagar o tributo a César?
Mas Jesus, conhecendo sua malícia, lhes disse: Hipócritas,
porque quereis me tentar? Mostrai-me a moeda exigida para o tributo. E então,
tendo eles mostrado a moeda, disse-lhes: De quem é esta imagem e esta
inscrição? De César, disseram. Então Jesus lhes respondeu: Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Ao ouvirem isso, admiraram-se com sua resposta e,
deixando-o, se retiraram.
(Mateus, 22:15 a 22; Marcos, 12:13 a 17)
A pergunta feita a Jesus era motivada pelo fato de que os
Judeus, tendo horror ao pagamento dos impostos que os romanos os obrigavam a
pagar, haviam feito disto uma questão religiosa. Um numeroso partido havia se
formado para lutar contra o pagamento do imposto. O pagamento do tributo era,
portanto, para eles, um tema de discussões daqueles dias que os enfurecia,
sem o que a pergunta a Jesus: Devemos ou
não pagar o tributo a César?, não teria o menor sentido. A pergunta em si já
era uma cilada, e, conforme a resposta, pretendiam jogar contra Ele a
autoridade romana e os Judeus discordantes. Mas Jesus, conhecendo sua malícia,
contornou a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, mandando que se dê a
cada um o que se lhe deve.
Este ensinamento: Daí a César o que é de César, não deve ser
entendido de uma maneira ilimitada e indiscutível. Neste, como em todos os
ensinamentos de Jesus, há um princípio geral, resumido sob forma prática e
usual, extraído de uma situação particular. Esse princípio é consequente
daquele que nos diz: devemos agir para com os outros como gostaríamos que eles agissem
para conosco. Ele condena todo prejuízo material e moral que se possa causar ao
próximo e toda violação dos seus interesses, determinando que se respeitem os
direitos de cada um, como cada um deseja que se respeitem os seus. Este
princípio estende-se ao cumprimento dos deveres em relação a família, à
sociedade, à autoridade, bem como a todos os indivíduos.
(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap 11 – Amar ao próximo
como a si mesmo)
segunda-feira, julho 02, 2012
Festa Junina 2012
Finalmente depois de um ano sem festa junina, a tradição
voltou ao quintal de Vaz Lobo. A madeira já estava separada, o quintal foi decorado
um dia antes só esperando os caipiras chegarem para dar vida a essa festa tão
bonita. Não faltou nada, nem a bebida, nem comida e muito menos a fogueira.
Sim, faltavam alguns caipiras, mas todos foram lembrados e não poderia ser
diferente. As histórias surgem e cada um vai lembrando fatos engraçados, de
situações divertidas e pessoas maravilhosas que ou estão distantes ou já não
estão mais entre nós. Essas histórias são sempre as mesmas e ninguém parece
cansar de repeti-las, nem de continuar achando engraçadas.
Não tem como passar esse período de festas juninas sem uma
fogueira no quintal. Não há quem não goste nem quem fique de fora. Basta
determinar a data que todos começam a se preparar em ajudar na organização.
Literalmente a chama continua acessa.
Ao ver os menores ali
presente fiquei pensando se eles seguirão essa tradição. A impressão que me dá
é que nessas festas somos mais crianças que elas. Não percebo neles esse olhar
faiscante que ainda temos quando se acende a fogueira, quando vemos as
bandeirinhas (que hoje é de plástico) tremulando ao vento, quando ainda avistamos
os balões colorindo no céu, quando ouvimos as músicas que ainda são as mesmas e
continuam sendo maravilhosas. Não sei se
eles têm essa vibração que ainda temos por essa festa. Eles estão crescendo e as
festas diminuindo e quando todos tiverem partido talvez a festa se acabe
também. Ou não. Quem vai saber. Aquele que restar que acenda a fogueira porque
nesse momento todos aqueles que um dia esteve em volta dela, estará presente ao
ser lembrado.
segunda-feira, junho 25, 2012
Escova, bonés e cueca
Não consigo me desfazer de alguns objetos do Eduardo, um
deles continua na pia do banheiro, intocável; seu pente e sua escova de
cabelos. Quem o conhecia sabe que levava essa escova para todos os lados,
ficava dentro do porta luvas do carro para que pudesse ajeitar seus ralos
cabelos. Tinha essa mania. Uma coisa que sempre o incomodou e o preocupou foi
de ficar careca e por isso fez de tudo para cuidar para que isso não
acontecesse, fazendo desde implante até remédios, passando por xampus e cremes.
E Essa escova tinha papel especial, pois dava o toque final para colocar seu
topete no formato que ele gostava. Era uma companheira inseparável.
É também no banheiro, mais precisamente atrás da porta que
está à cueca que gostava de dormir e de ficar em casa. Lembro exatamente quando
a tirou para se vestir para ir para Nova Iguaçu e nunca mais retornar. Ela continua
lá do mesmo jeito, posso até sentir seu cheiro se fechar bem os olhos. Sempre
digo que hoje vou tira-la de lá e guardar, mas acabo desistindo não sei por quê.
Fico empurrando para o dia seguinte e assim ela continua até hoje ali, junto da
sua coleção de bonés.
Uns já distribui, outros continuam ali pendurados, usados
somente por ele. No sol não saia sem porque se preocupava justamente em não
queimar a careca. Sei que vai chegar o momento de me desfazer desses objetos,
mas por enquanto eles vão continuar onde estão, pois não me incomodam nem um
pouco lembrar cada momento que usava cada um deles.
terça-feira, junho 19, 2012
Fazenda Ponte Alta
Eu e Eduardo abraçados ao Roberto, nosso querido Barão de Mambucaba
Li num anúncio sobre a Fazenda Ponte Alta e combinamos passar
o feriado de sete de setembro lá. Depois que ele saiu da clínica fomos para
Barra do Piraí, onde se localiza a fazenda. No caminho o Eduardo recebeu uma
ligação da Carla, veterinária que havia lhe substituído naquela sexta feira. Um
problema numa cirurgia o fez voltar para a clínica para ajudá-la. Eduardo era
assim, um cara completamente voltado para dar o seu melhor pelos animais. Não
havia desculpas para ele. Tudo resolvido e por volta das 22hs retomamos o
caminho da Fazenda. Tivemos que ligar para avisar que chegaríamos tarde e mesmo
assim fomos recebidos com um jantar por volta da meia noite, somente nós dois.
Se a Fazenda já nos impressionou a noite, pela manhã é ainda
mais grandiosa, uma típica fazenda do ciclo do café que ainda mantém preservada
toda sua estrutura, como a senzala, o engenho, rodas d´água, capela, terreiro
de café... um lugar para relaxar mas também para viajar nesse tempo. É um lugar
bastante acolhedor e isso sentimos de cara com as pessoas que fazem desse lugar
um lugar mágico. Quem nos recebe é o Barão de Mambucaba que num belo sarau nos
conta toda a história do lugar. Impossível não se apaixonar pela Fazenda, quer
seja fazendo belas caminhadas, tomar banho de açude, andar a cavalo ou
simplesmente aproveitar as deliciosas refeições servidas em baixelas de prata,
como nos áureos tempos dos barões do café.
Voltamos lá por outras três oportunidades, mas uma vez sozinhos,
outra vez com meus pais e a última com a amiga Cássia. E com muita alegria que desejo
muitas felicidades para todos que nela trabalham para manter essa atmosfera
bastante acolhedora. Parabéns!
sexta-feira, junho 15, 2012
A SEMEADURA
Um fazendeiro todos os anos ganhava um Prêmio de Qualidade pelo excelente milho que colhia e levava ao festival do milho. Um repórter decidiu fazer uma matéria sobre o assunto e acabou aprendendo algo interessante sobre o cultivo de milho. Quando o fazendeiro lhe contou que sempre dava de sua melhor semente para seus vizinhos, ele perguntou:
- Mas, eles estão competindo com você! Porque lhes dar da sua melhor semente?
- Por causa do vento! O vento nos conecta. O vento leva pólen de um campo a outro. Se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará a qualidade de meu milho. Se eu quero cultivar milho bom, tenho que ajudar meu vizinho a melhorar o milho dele.
Reflexão:
Não mantenha ao seu redor coisas e pessoas que danifiquem sua plantação de milho. Semeie amor, paz e alegria ao seu redor e, com certeza, sua plantação será beneficiada e serás muito mais bem sucedido e
feliz.
terça-feira, junho 05, 2012
Meditando com a lua
Fico pensando nessas pessoas que desenvolvem mais seu lado
intelectual e esquecem o lado moral. São aqueles que praticam o mal sem o
mínimo sinal de culpa, são aqueles que criam as bombas para destruir e são
também aqueles que simplesmente julgam as pessoas porque se sentem acima do bem
e do mal. A maldade é a mesma.
Essas pessoas se acham superiores, e estão sempre certas das
suas ações, mesmo que no íntimo saibam que estão erradas. Mas elas não podem
demonstrar isso, são exemplos para outro mau caráter iniciantes dessa caminhada
de prepotência e arrogância. Nunca convivi com essas pessoas, e por isso fica
fácil identificá-los, mesmo que num primeiro momento se disfarcem como
cordeiros.
O mesmo micróbio que
irá comer a matéria do irmão pedinte irá desfazer a dessas pessoas. O fim será
o mesmo, mas na hora de prestar conta sobre seus atos, teremos toda a
diferença, pois vão se dar conta do quanto terão que pagar por tudo de errado
que fizeram.
Fico pensando no Eduardo, que com certeza deve ter prestado
conta sobre muitos erros que cometeu, mas me chama a atenção o quanto ele tinha
de generosidade, de bondade de caridade para com todos a sua volta, isso tudo
sem mesmo praticar uma religião qualquer. Um exemplo pra mim e para muitos que
conviveram com ele.
Aos devotos que acreditavam (e acreditam) salvar-se pelo
jejum e abstinência, Jesus disse:
“Não é o que entra pela boca que mancha o homem, mas o que
dela sai”.
Aos partidários de longas orações, Jesus responde:
“Vosso Pai sabe aquilo que tendes necessidade, antes que lho
peçais”.
Portanto, ainda a tempo de se corrigirem, de alterar sua
própria natureza cheias de defeitos.
Assinar:
Postagens (Atom)






