sexta-feira, maio 04, 2012

O tempo passa!

"Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver do que já tive até agora...
Tenho muito mais passado do que futuro...
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicentemente...mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço!


Já não tenho tempo para lidar com mediocridades, nem para administrar melindres.
Meu tempo tornou-se escasso.
Minha alma tem pressa.
Sem muitas jabuticabas na bacia.
Quero viver do lado de gente humana...muito humana.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade."


(Rubens Alves)

segunda-feira, abril 23, 2012

Salve, Jorge!

São Jorge é guerreiro e tem uma história linda. Jorge foi um guerreiro da Capadócia, no Império Romano, que dividiu sua fortuna com os pobres e morreu torturado por sua fidelidade a Jesus Cristo. Sua oração é muito bonita: "Eu andarei vestido e armado com as armas de Jorge para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer algum mal".

quarta-feira, abril 18, 2012

Saudades eternas!


Madrugada do dia 15 de abril de 2012. Sonhei que estava na frente de casa ajeitando o jardim que não existia, dispondo vasos de plantas para dar uma melhorada na frente que era de terra. Pedi opinião do Adriano que estava com um amigo que não reconheci. Ambos estavam na varanda junto com o Eduardo e meus pais. Peguei duas madeiras e usei como suporte para levantar um dos vasos e foi nesse momento que pedi que descessem da varanda para ajudar. Edu desceu e fui ao seu encontro. Lágrimas corriam pelos seus olhos, mas me parecia bem, todo arrumado e pronto para ir embora. Eu tranquilo, lhe abracei e disse que ele ficasse bem, pois estava ao lado de Deus. Acho que o sonho terminou nesse momento, pois não me lembro de mais nada.

Chegou o dia 18 de abril, data em que o Edu faria 49 anos e acho que com essa proximidade muitos que gostam dele devem pensar exaustivamente nele e talvez isso faça com que ele se aproxime de nós para demonstrar sua gratidão e porque não, saudades também. Mas um fato no sonho me deixa intrigado. Eu tranquilo vendo o Eduardo chorar é quase impossível. Mas se aconteceu, fico feliz pelo meu espírito ser mais forte longe da matéria. Eu ficar tranquilo com a partida do Eduardo é ainda mais preocupante porque me afastar dele sempre foi muito angustiante. Não gostava de ficar longe, me preocupava demais. Mais um sinal que meu espírito desprendido pode ajudá-lo a partir com tranquilidade. E dizer que ele estaria bem, pois estava ao lado de Deus, me conforta. Não só para ele, mas para mim principalmente. Dá-me a certeza que minha fé tem me ajudado e podido ajudá-lo. Na verdade continuamos os mesmos, um ajudando e fortalecendo o outro.

Com a chegada do seu aniversário, preparar a festa era tranquilo e prazeroso, o problema era pensar num presente. O que dar? Não que ele fosse difícil, pelo contrário, nunca conheci uma pessoa mais fácil para presentear. Com seu jeito educado e tranquilo era difícil não agradá-lo. Mas eu queria sempre dar o melhor. Não no sentido monetário, mas algo que realmente fosse tão grandioso quanto ele. Tinha que ser “o presente”. Ao longo dos anos foram vários, mas aquele que mais gostou, pelo menos eu acho, foi um cordão de ouro com um pingente em formato de sol. Só tirou do seu pescoço quando o fecho arrebentou e ficou de mandar consertar e assim ficou. Lembro exatamente quando e onde comprei. Bastou à vendedora me mostrar para eu saber que aquele sol faria todo o sentido para uma pessoa que só veio iluminar a minha vida. E não foi pouca luz, uma luz tão brilhante e intensa como a do astro rei.

Hoje, será mais um dia que pedirei ao Senhor meu Deus, que acolha favoravelmente mais uma prece que vos dirijo pelo Espírito do Eduardo; fazei-lhe sentir vossas divinas luzes e tornai-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permiti que os bons Espíritos levem até ele minhas palavras e meu pensamento.

Que a Paz do Senhor esteja contigo!

segunda-feira, abril 16, 2012

A ratoeira


Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que poderia haver ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! 

A galinha, então, disse:

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me incomoda.

O rato foi até o porco e lhe disse:
- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranquilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela lhe disse:
- O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!
Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.

Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua ví­tima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia caído na ratoeira. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia prendido a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou o seu cutelo (pequeno facão) e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral.
O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo.



Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.



O problema de um é problema de todos quando convivemos em equipe"

Agradeço a Deus pela família e as amizades que tenho!



domingo, abril 08, 2012

Páscoa

Tem tanto tempo que não compro um ovo de páscoa que me deu uma vontade de comprar um só para sentir aquela sensação maravilhosa de ir quebrando os pedaçinhos e ir comendo aos poucos. Mas desisti, além de caros, tem chocolate demais aqui em casa. Embora gostasse de doces, o Eduardo não era tão viciado em chocolate como eu e sendo assim, todas as maravilhosas caixas de bombons e ovos que ele ganhava de seus clientes era eu quem acabava usufruindo. 

Páscoa é ajudar mais gente a ser gente, é viver em em contante libertação, é crer na vida que vence a morte. Páscoa é renascimento, é recomeço, é uma nova chance pra gente melhorar as coisas que não gostamos em nós. Para sermos mais felizes por nos conhecermos. Páscoa é dizer sim ao amor e a vida; é investir na fraternidade, é lutar por um mundo melhor, é vivenciar a solidariedade.

Os Chocolates jamais se poderão equiparar à doçura do vosso amor e carinho para comigo. "Obrigado queridos parentes e amigos e tenham uma Páscoa muito feliz".



quarta-feira, abril 04, 2012

Visita III


A terceira e última visita surpresa do período pré-carnavalesco foi do pequenino primo Gustavo. Um garotão pra lá de simpático, que não estranha nada nem ninguém, pelo menos foram essa a impressão que causou quando chegou ao meio da finalização do nosso trabalho que estava pra lá de acelerado. Seus olhos vivos e espertos ficaram a olhar atentamente todo colorido dos chapéus que estávamos fazendo naquele dia. Todos queriam apertá-lo tamanho sua fofura, mas ele só tinha olhos para a movimentação de plumas e de todos os brilhos que estavam na sua frente. Suas mãozinhas estavam agitadas querendo tocar, ver de perto toda aquela novidade. Foi uma delícia essa visita, pois deu uma desacelerada nos trabalhos e nos alegrou muito já que não o vemos com frequência.

segunda-feira, março 26, 2012

Visita II

No meio dos preparativos do carnaval uma visita inesperada surgiu: Eva e Jorge. Uma amizade de muitos anos e é sempre uma alegria vê-los. Continuam a mesma pessoa, tanto na aparência quanto no jeito. Tenho muitas lembranças de quando ela ajudava minha mãe com as coisas da casa. A mais marcante é vê-la passando roupa na cozinha quando eu chegava da escola para almoçar. Sempre risonha e com uma história engraçada para contar. Aliás, muitas histórias. E mesmo que não fosse engraçado, o jeito que ela contava já dava graça. Casada com o Jorge, tiveram cinco filhos e todos começam com a letra J e com muita dificuldade essa pequenina mulher criou e educou esses filhos como uma guerreira.
Veio nos contar que estavam partindo para Carangola, retornando para sua cidade Natal e em definitivo. Ela se acidentou e está andando de bengala temporariamente e resolveram que a recuperação seria melhor lá. Era uma despedida e não queria ir embora sem falar com seus compadres e agradecer o tanto que fizeram por eles. Mesmo trabalhando nas fantasias, tanto a Márcia e a Solange estavam atentas a tantas histórias que aquela mulher contava. Fiz um breve resumo dessa mulher que nunca se abateu com nada de ruim que lhe aconteceu. Aproveitei para contar uma de suas histórias que ficou marcado na minha memória.
 Eva nunca teve problemas de falar qualquer coisa, mesmo que pudesse ridicularizá-la, ela mesma ria da situação. Uma sábia. Numa de suas vindas para minha casa, resolveu usar um sutiã com enchimento para valorizar a blusa que minha mãe havia lhe dado já que tinha poucos seios. O tal sutiã ficou meio que sem recheio para segurá-lo no local devido. Na pressa em pegar o ônibus, ficou nos últimos degraus e atrás dela ainda entraram outras pessoas. Todas tentando se agarrar no ferro para se equilibrarem e nessas passadas de mão pra cá mão pra lá, um dos passageiros acabou segurando-a pelo peito, já que ela era bem baixinha. Isso fez com que o sutiã fosse subindo até a gola, saindo do seu lugar já que não tinha sustentação alguma. Ela sem ter como ajeitar, ficou com aqueles bojos ocos quase no pescoço, como ela mesma contou, quase viraram um par de óculos.
Quanto mais lembro esse fato mais vontade de rir eu tenho, não só porque é fácil visualizar a cena, mas porque me lembro dela contando isso às gargalhadas. A Eva é realmente uma mulher especial, não só pelo seu bom humor, pela simplicidade, mas ela é de uma disposição impressionante. Essa mulher fez muitas coisas para poder dar um estudo para os filhos, dar comida, vestimenta. Passou por situações muito difíceis, mas eu nunca a vi contando isso como lamentação ou tristeza. Aliás, nunca a vi sem um sorriso no rosto. Ela sempre foi de arregaçar as mangas e lutar. E olha que ela lutou muito. Uma pessoa de muita fé e somente nessa visita fiquei sabendo que ela é espírita. Pois é, não tenho dúvidas que ela é especial e que será sempre iluminada. Que eles possam encontrar tudo que esperam nesse retorno a Carangola depois de tantos anos morando aqui no Rio. Felicidades Eva!