sexta-feira, abril 02, 2010

As dores de Maria

http://www.youtube.com/watch?v=_8GCEHQK6ls

Clique no link acima e se emocione.

Nunca tive coragem de perguntar a minha mãe como suportou a morte do meu irmão. Somente eu e ela estávamos ao lado dele quando nos deixou. Lembro-me que foi através de uma grande amiga dela, Maria Gorete que a levou para essa ajuda espiritual na Igreja Católica. Também nunca perguntei como foi essa ajuda. Se nessa perda do meu irmão pude contar com o anjo Eduardo ao meu lado, de novo nessa situação de dor e tristeza os amigos são meus anjos. Mas cheguei num momento que eles me falaram para eu procurar um profissional que pudesse me ajudar a atravessar esse luto com menos sofrimento. Meio que desacreditado, mas necessitando muito de ajuda, fui e ter conhecido a Dr. Adriana foi realmente à ajuda que precisava para eu entender tudo que estou passando e voltar a me fortalecer para seguir a vida.

Mas e minha mãe, fico pensando nela, perder um filho deve ser uma tragédia. O mundo acaba, deve ser o fim. São as mães que carregam os filhos no ventre por nove meses, amamentam, trazem no colo, os seguram com as mãos, eles crescem, mas continuam sendo parte do seu corpo. Acho que elas não pensam que um dia poderão enterrar os filhos. Ninguém mais velha pensa que irá enterrar uma pessoa mais nova. Não é a ordem natural da vida. Pelo menos achamos isso. E as mães devem achar isso também. E pensando nisso acredito que ela sim precisaria de um terapeuta, de uma ajuda além da espiritual. Mas nem sabíamos que tinha profissionais que pudessem ajudar nisso. Mas com a força de mãe ela foi à busca dessa ajuda e teve forças para reagir a todo esse sofrimento.

Não tenho certeza de nada, como disse, não tenho coragem de perguntar, de voltar a falar nisso, logo agora que perde um novo filho, sim porque considerava o Eduardo como um filho. Mas vi que ela foi atrás de ajuda. E com a ajuda dessa amiga ela virou uma filha de Maria. Ela foi se espelhar nessa mãe que também sofreu pela morte de um filho. Foi em Maria, mãe de Jesus. Aquela que esteve naquele cenário chocante que deve ter sido o calvário, aquela mãe que viu o filho ser pregado na cruz ao lado de dois bandidos. Mesmo sabendo que ele nada fez. João foi o único dos apóstolos a percorrer o caminho da morte de Jesus, e algumas mulheres, corajosas e santas, a primeira delas, Maria, a mãe. Ao pé da cruz estava ela em silêncio, suportando tudo como uma serva do Senhor. Em atitude corajosa ela não se deixa abater pela desgraça, uniu seu espírito ao de seu filho, mesmo com o coração todo em pedaços. Se Jesus inclinou a cabeça em sinal de aceitação da sua morte, Maria levanta seus olhos para a cruz como num gesto de oferenda do próprio filho ao pai. Mãe e filho, unidos pelo mesmo amor salvador. Se essa mãe pode suportar tudo isso e aceitar essa morte, esse sofrimento, minha mãe também pode, tomando como exemplo esse modelo de mãe, de esperança, de fé e de amor ao próximo. Ela se agarrou a mãe maior e foi em frente, seguindo sua vida e recomeçando todos os dias. Como disse, nunca perguntei, mas percebo pela sua força, sua fé, sua coragem e seu amor que ela conseguiu.

Sábado de Aleluia

O Sábado de Aleluia é um dia de reflexão, pois para os judeus, já naquela época, era um dia de descanso e todos ficaram em casa refletindo sobre o acontecido.

Popularmente, no Sábado de Aleluia costuma-se fazer a Malhação de Judas. Esse costume foi trazido pelos portugueses e espanhóis para toda a América Latina,e ainda é comum no Brasil. Bonecos de palha ou de pano são pendurados em postes de iluminação pública e galhos de árvores na noite da Sexta-Feira Santa, e depois são rasgados e queimados ao meio dia do Sábado de Aleluia.

Em Judas são personalizadas as forças do mal que são destruídas e queimadas junto com o boneco. É costume antigo fazer-se o julgamento de Judas, sua condenação e execução. Antes do suplício, alguém lê o "testamento" de Judas, em versos, colocado especialmente no bolso do boneco. O testamento é uma sátira das pessoas e coisas locais.

Judas era chamado de Iscariotes por ser de Carioth, uma cidade ao Sul de Judá. Na verdade ele já tinha perdido a fé no Mestre, um ano antes de Sua Paixão, mas por comodidade e para desfrutar do que ofereciam aos apóstolos continuava a acompanhá-lo. Obcecado pelo dinheiro, antes de se afastar de Cristo, resolveu entender-se com os sinedritas - membros do Sinédrio, conselho supremo dos judeus. Mesmo tendo ouvido Jesus predizer sua traição durante a última ceia, Judas não deixou de entregar Jesus aos inimigos e receber 30 dinheiros. Depois, arrependido, quis devolver o dinheiro, mas, foi enxotado pelos sacerdotes, e acabou enforcando-se numa corda.

Fonte(s):
http://www.mulherdeclasse.com.br/SemanaS…

Sábado Santo

"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição.

No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".

O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.

É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).

Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:

"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".
Fonte:
http://www.acidigital.com/fiestas/semanasanta/sabado.htm

Crucificação de Cristo


 

A crucificação era inicialmente restrita aos escravos. Este tipo de execução tinha como objetivo incutir no prisioneiro vergonha e dor, e provocava profundo horror entre as pessoas. Ela tinha início com a flagelação do pretenso criminoso despido de suas vestes. Os soldados pregavam pregos e tudo que pudesse intensificar a tortura no azorrague – instrumento de tortura utilizado na Roma Antiga, composto de elementos cortantes – e muitos não resistiam ao açoitamento, não passando, portanto, desta primeira etapa. Jesus foi submetido a cada estágio desta condenação, o tempo todo humilhado, com uma coroa de espinhos improvisada na cabeça, o que provocava intensa dor e fortes sangramentos; na mão lhe colocaram um cetro de bambu, tudo aludindo à sua realeza, que foi interpretada como um reinado terreno, material. Ele suportou pancadas e zombarias, cuspiram nele e o obrigaram a levar sua própria cruz até o Monte Gólgota – que significa ‘Calvário’ -, onde seria crucificado. Esta caminhada representa o seu Calvário e, simbolicamente, o de toda a Humanidade.

Quando Jesus parece perder as forças, os soldados forçam um homem chamado Simão Cireneu a carregar este fardo ao longo de um trecho da jornada. O Messias chega ao seu destino, e no alto de sua cruz um dizer latino está inscrito INRI – Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus, reproduzido em grego e hebraico. Ela foi posicionada entre outras duas cruzes, nas quais estavam sendo executados dois ladrões. Os soldados ofereceram vinho e mirra para amenizar as dores de Jesus, mas ele não aceitou. O Mestre morreu três horas depois, sob intenso sofrimento físico, sem poder respirar, com terríveis cãibras por todos os seus músculos, em conseqüência da posição de seus braços; só consegue recuperar o fôlego por alguns momentos, quando pronuncia suas frases famosas na Cruz, pedindo a Deus que perdoe seus ofensores, pois não sabem o que fazem, e perguntando ao Criador porque o abandonou, mas logo depois se entregando incondicionalmente em Suas Mãos. A elite hebraica conseguiu matar o homem, mas não logrou eliminar seus pensamentos e ensinamentos, que se perpetuaram ao longo de milênios e resistem até hoje, apesar de todas as intempéries do caminho.

AS SETE PALAVRAS DE CRISTO NA CRUZ
1- “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem”
2- “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso”
3- “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”
4- “Mulher, eis aí o teu filho”… “Filho, eis aí tua Mãe”
5. “ Tenho sede! ”
6- “Tudo está consumado”
7- “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”

As catorze estações da Via Crucis representam os episódios mais marcantes na Paixão e Morte de Cristo. Esta tradição tem origem franciscana e reproduz a "Via Dolorosa", ou seja, o percurso feito por Jesus desde o Tribunal de Pilatos até o Calvário (ou Gólgotha, 'lugar do crânio' em hebraico), em Jerusalém.

I Estação - Jesus é condenado à morte. Pilatos mandou vir água e lavou as mãos diante da multidão: "Estou inocente do sangue deste homem". A responsabilidade agora é do povo". Depois de mandar açoitar Jesus, entregou-o para ser crucificado."

II Estação - Jesus carrega a sua cruz. Jesus recebe sobre seus ombros a cruz e se dirige ao Calvário ou Gólgotha ('lugar do crânio' em hebraico). A Cruz é um antigo instrumento de suplício, usado para executar os condenados à morte.

III Estação - Jesus cai pela primeira vez. Jesus caminha cansado e abatido sob o peso da cruz. Seu corpo está coberto de sangue, suas forças esmorecem e ele cai. Com chicotes, os soldados que o escoltavam o forçam a se levantar.

IV Estação - Jesus encontra Maria, sua mãe. Mãe e filho se abraçam em meio à dor. Eles tudo partilharam até a cruz. Sua união era tão intimamente perfeita, que não tinham necessidade de falar, porque a única expressão residia nos seus corações.

V Estação - Jesus recebe ajuda de Simão para carregar a cruz. Na verdade, Simão de Cireneu foi obrigado a carregar a cruz. Ele vinha passando, quando recebeu dos soldados a ordem de ajudar, Jesus tinha que permanecer vivo até a crucifixão.

VI Estação - Verônica enxuga a face de Jesus. Uma mulher que assistia à passagem de Jesus decide limpar a sua face tingida de sangue. O pano usado por Verônica teria ficado gravado com a imagem do rosto de Cristo.

VII Estação - Jesus cai pela segunda vez. Jesus sabia que iria enfrentar um cruel sofrimento. Seu espírito estava preparado, mas seu corpo estava cansado e abatido. Ele caminhava com dificuldade e mais uma vez tropeçou e caiu.

VIII Estação - Jesus fala às mulheres de Jerusalém. Já próximo do Monte Calvário, Jesus esquece sua dor para abrir o coração e consolar as mulheres que, chorando, lamentavam o seu sofrimento.

IX Estação - Jesus cai pela terceira vez. Aproxima-se o fim da Via Crucis, com a última queda de Jesus, a terceira de três quedas. Jesus chega ao Calvário. Quiseram dar-lhe vinho misturado com fel, mas ele não quis beber.

X Estação - Jesus é despojado de suas vestes. Os soldados tomaram as roupas e as sortearam entre eles, cumprindo assim, as profecias antigas que descreviam esse episódio.

XI Estação - Jesus é pregado na cruz. Jesus é crucificado. Cravos de ferro rasgam sua carne, dilacerando suas mãos e pés. A cruz é erguida, e o Cristo fica suspenso entre o céu e a terra. Agora, ele está definitivamente pregado à cruz.

XII Estação - Jesus morre na Cruz. Com o Sol eclipsado, Jesus gritou do alto da cruz: 'Pai, nas Tuas mãos entrego o meu espírito. Agora, estou contigo'. Baixou a cabeça e morreu.

XIII Estação - Jesus é retirado da Cruz. Depois de pedir autorização a Pilatos, José de Arimatéia e Nicodemos compraram um lençol de linho branco e tiras de pano, e retiraram o corpo de Jesus da cruz. Maria, sua mãe, o recebeu em seus braços.

XIV Estação - Jesus é sepultado. José de Arimatéia, Nicodemos e alguns apóstolos tomaram o corpo de Jesus, envolveram-no com um lençol de linho e o deitaram numa saliência na rocha em forma de cama. Então fecharam a entrada com uma grande pedra.

A Ressurreição. No domingo, as mulheres que foram ao túmulo o encontraram vazio. Viram dois homens com vestes claras e brilhantes que lhes perguntaram: "Por que procuram entre os mortos, quem está vivo? Ele não está aqui, mas ressuscitou".

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crucificacão
Resumo do livro AS SETE PALAVRAS DE CRISTO NA CRUZ
Prof. Felipe Aquino - http://www.cleofas.com.br/

quinta-feira, abril 01, 2010

Eu adoro ficar sózinho.


Caiu, primeiro de Abril!

Dia da Mentira.

Há muitas explicações para o 1 de abril ter se transformado no Dia das Mentiras ou Dia dos Bobos. Uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado no dia 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1 de abril.

Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries.

Em países de língua inglesa o dia da mentira costuma ser conhecido como April Fool's Day ou Dia dos Tolos, na Itália e na França ele é chamado respectivamente pesce d'aprile e poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".

No Brasil, o 1º de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou "A Mentira", um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1848, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. "A Mentira" saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Fonte: Wikipédia

Última ceia.

Na celebração da semana santa hoje é considerado o dia da última ceia.


Posso dizer que nossa última ceia foi em 19/07/2009, no tradicional Fondue do Recreio, onde reunimos 14 inseparáveis amigos para celebrar essa amizade em torno da mesa, com muita comida, muita bebida, muita alegria e amando uns aos outros, sempre. A coincidência é que na ceia de Jesus teve uma tremenda "saia justa" quando de modo discreto ele indica que Judas o trairia. Nos nossos Fondues a  "saia justa" não era de modo discreto porque para os amigos apóstolos essa palavra não existe. Nem eram dramáticos quando acontecia, pelo contrário era motivo de gargalhadas.

Então vamos lá, como foi à última ceia?

Nesta ocasião, Jesus estava a sós com os doze Apóstolos. Segundo o relato de São João, no começo, num gesto carregado de significado, Jesus lava os pés dos seus discípulos dando assim um exemplo humilde de serviço. A seguir, acontece um dos episódios mais dramáticos desta reunião: Jesus anuncia que um deles vai traí-lo e eles permanecem entreolhando-se, pasmados diante do que Jesus está dizendo, e Jesus, de um modo discreto, indica Judas.

Na própria celebração da ceia, o fato mais surpreendente foi à instituição da Eucaristia. Os gestos e as palavras de Jesus que deram origem ao Sacramento e que constituem o núcleo do novo rito: “E tomando o pão, deu graças, o partiu e o distribuiu dizendo: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós. Fazei isto em minha memória”.

Jesus na sua Ultima Ceia não entregou pão aos que estavam em torno da mesa, mas sim uma realidade diferente sob as aparências de pão: “Isto é o meu corpo”. E transmitiu aos Apóstolos que estavam ali o poder necessário para fazer o que Ele fez naquela ocasião: “Fazei isto em minha memória”. Ao final da ceia também acontece algo de uma relevância singular: “Do mesmo modo, tomou o cálice depois de haver terminado a ceia e disse: Este cálice é a nova aliança no meu sangue, que derramado por vós”.

Os apóstolos compreenderam que se antes haviam assistido a entrega do Seu corpo sob as aparências do pão, agora lhes dava para beber o Seu sangue em um cálice. Deste modo, a tradição cristã percebeu nesta lembrança da entrega separada do Seu corpo e do Seu sangue um sinal eficaz do sacrifício que poucas horas depois haveria de se consumar na cruz.

Além disto, durante todo este tempo, Jesus falando com afeto e deixando no coração dos Apóstolos as Suas últimas palavras. No Evangelho de São João se conserva a memória desta longa e inesquecível ceia. Nestes momentos se situa o mandamento novo cujo cumprimento será o sinal distintivo do cristão: “Um mandamento novo vos dou: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos tenho amado, amai-vos também uns aos outros, Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros”.

12 Profetas de Aleijadinho

Em nossa primeira grande viagem em 1995 fomos conhecer as cidades históricas mineiras e na volta paramos em Congonhas do Campo para apreciar essa obra fantástica do mestre Aleijadinho. Lembro que o lugar é muito visitado e estava bem cheio, mas por incrível que pareça nessa foto não há uma pessoa sequer no enquadramento. Só Eduardo e os 12 profetas.

Entre os anos de 1800 e 1805, sexagenário e bastante enfermo, o artista mineiro Aleijadinho (1730-1814), realiza o conjunto de esculturas monumentais que marcaria definitivamente sua obra. Seu último projeto de vulto, os 12 profetas em pedra-sabão de tamanho quase natural, feitos para o adro dianteiro do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos de Congonhas do Campo, em Minas Gerais, são um dos exemplos mais contundentes do desenvolvimento do barroco no Brasil, e talvez a sua última grande manifestação.

Estão presentes os quatro principais profetas do Antigo Testamento - Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel, em posição de destaque na ala central da escadaria. Nos três planos do átrio, esculturas ordenam seus gestos simetricamente em relação ao eixo principal da composição. Abrindo a representação, estão Jeremias e Isaías de frente e atrás deles, no primeiro patamar, Baruc e Ezequiel. No terraço do adro encontram-se Daniel e Oséias, de perfil. Mais além, Jonas e Joel dão-se as costas e, finalmente, nos ângulos curvilíneos do pátio, Abdias e Habacuc erguem um dos braços, e nas extremidades do arco Amós e Naum apresentam-se de frente